Se a empresa comete faltas graves contra você, a lei permite pedir a rescisão indireta do contrato, como se fosse uma “justa causa” aplicada ao empregador.
Análise Individual do seu caso
A rescisão indireta é uma alternativa legal para quem vive situações graves no trabalho, como atraso de salário, humilhações, assédio moral, acúmulo de função, falta de recolhimento do FGTS, exigências abusivas ou condições inadequadas.
Quando a empresa descumpre as obrigações, o trabalhador pode buscar na Justiça o encerramento do contrato com direito a receber suas verbas como se tivesse sofrido uma demissão sem justa causa.
A rescisão indireta depende da análise dos fatos, das provas e da gravidade da conduta da empresa.
Nem todo problema no trabalho gera esse direito automaticamente. Mas existem situações que podem indicar que a empresa está cometendo faltas graves contra o trabalhador.
Se você está sendo pressionado, humilhado, tendo direitos descumpridos ou sente que não aguenta mais continuar no emprego, vale analisar seu caso com cuidado antes de pedir demissão.
Abaixo estão alguns exemplos comuns de problemas que podem justificar um pedido de rescisão indireta.
Quando a empresa atrasa salários, paga “por fora” ou simplesmente não paga.
Quando a empresa não recolhe Fundo de Garantia, direito garantido do trabalhador.
Gritos, constrangimentos, perseguições, ameaças e exposição pública.
Quando o trabalhador passa a exercer atividades além do combinado, sem a devida compensação.
Cobranças excessivas, pressão desproporcional, metas impossíveis ou tratamento desrespeitoso.
Situações que colocam sua saúde, segurança ou dignidade em risco.
Advogado com atuação em Direito do Trabalho, orientando trabalhadores que enfrentam problemas graves no ambiente profissional e precisam entender seus direitos antes de pedir demissão.
Atua na análise de casos envolvendo rescisão indireta, assédio moral, atrasos salariais, irregularidades no FGTS, acúmulo de função e outras situações de descumprimento por parte da empresa.
O objetivo é oferecer uma orientação clara e segura para que o trabalhador saiba quais caminhos pode seguir, quais provas deve reunir e quais direitos podem estar envolvidos em seu caso.
Depende do caso. Em muitas situações, pedir demissão antes de buscar orientação dificulta ou inviabiliza o caso. Por isso, o ideal é conversar com um advogado antes de tomar essa decisão.
Em geral, sim. Mas essa decisão depende da gravidade da situação e da estratégia do caso. Em alguns cenários, a situação já se tornou insustentável. Tudo precisa ser analisado com cuidado.
Conversas de WhatsApp, e-mails, holerites, extratos do FGTS, testemunhas, registros de ponto, documentos internos e qualquer elemento que demonstre o descumprimento da empresa podem ajudar.
Não. A rescisão indireta exige uma falta grave da empresa. Por isso, a análise individual do caso é essencial para entender se existe fundamento jurídico.
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